quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quando a Vida parece esmagadora...


Quando a vida parece esmagadora e achas que não vais conseguir tudo...

Quando não há tempo suficiente para relaxar e aproveitar a vida...
Quando há pouca recompensa para todos os teus esforços e começas a pensar se vale a pena,
se a vida é isso mesmo, e se é isso o que o futuro te prepara...
Tenta manter uma atitude positiva procurando as pequenas bençãos que acontecem todos os dias mesmo que não se percebam.
Mantem a tua mente aberta para as situações engraçadas, porque o humor pode salvar-te de seres esmagado.

E nunca esqueças que há pessoas que te amam e que se importam contigo
pessoas que querem ajudar e apoiar-te na hora das dificuldades
pessoas que acham que és muito especial
pessoas que gostam muito de ti...

Energia do mês de Janeiro 2011



REGISTROS AKÁSHICOS PARA JANEIRO DE 2011
Uma mensagem dos Registros Akáshicos canalizada por Jen Eramith MA, no dia
1 de janeiro de 2011 (publicada em 4 de janeiro de 2011)


Que energias e experiências podemos esperar em janeiro de 2011? 

Há tanta Luz à disposição no Planeta Terra, neste mês! Há uma sensação de que as coisas estão avançando e de que está tudo à mostra e à disposição para ser utilizado. Este é um mês em que não há necessidade de se perder no mistério das coisas nem se sentir oprimido. A imagem que pode descrever este mês é a de estar surfar sobre as ondas do oceano. Você é o surfista e esta energia está-se a avolumar e levantar-te.

Assim como na prática do surf, tu poderás ser derrubado e seres atirado de um lado para o outro ou até engasgares-te. Mas, neste mês, é mais provável que a maioria das pessoas alcance um equilíbrio e consiga manter-se no topo das coisas. Neste mês, é mais fácil visualizar o quadro maior e fazer o que tem que ser feito – e tu também poderás sentir que a vida está a move-se na direcção que tudesejas. Mesmo quando as coisas não saírem da maneira que tu queres, terás mais capacidade de te reorientares do que normalmente.

Neste mês, não toleres nada que te prive dos teus poderes e direitos; não aceites nada que te subjugue ou oprima. Encontra um modo de ficar acima dessas coisas ou sai do caminho, move-te, faz algo diferente. Este não é um momento para ficar encalhado ou sentires-te paralisado. Se algo não estiver a funcionar para ti e tu não conseguires encontrar uma maneira de ficar por cima disso, afasta-te e tenta outra solução. Faz algo diferente.

Este mês tem a ver com luz e visibilidade. Há uma sensação de que não há muito espaço para segredos nem fraudes. Isto quer dizer que é provável que grandes segredos sejam revelados neste mês. Poderão aparecer notícias nos media, revelando segredos que foram guardados por muito tempo por diferentes grupos, organizações ou instituições. Está preparado para escândalos e não te envolvas no drama e no medo relacionado a essas situações. Em vez disso, permite-te sentir alívio pelo facto de a verdade estar finalmente a vir à luz – finalmente todos podem olhar para essa situação e seguir em frente. Não fiques focado no drama. Não te incomodes com as pessoas que querem por lenha na fogueira ou causar problemas. Não te incomodes com fraudes. Sai para a luz, aceita as coisas como são e encontra um modo de lidar com elas e seguir em frente.

O que mais podemos fazer para trabalhar com a energia deste mês?

Um mantra importante que podes usar quando as coisas estiverem difíceis neste mês é: levanta-te, sacode a poeira e tenta outra vez. Quando caires, quando cometeres um engano, quando não tiveres a certeza do que fazer – dá um jeito de te levantares, de te recuperares e  de encontrar um novo equilíbrio. E começa de novo!  

Tentar de novo é um óptimo mantra para este mês porque, tal como no surf, tu poderás cair algumas vezes. Mas sempre haverá mais uma onda. Há tanta energia disponível neste mês, que tu não precisas de te preocupares se tiveres perdido uma oportunidade, porque sempre haverá novos modos de conseguir o que realmente queres. Neste mês, aquele caminho novo, aquele recurso novo ou aquele novo enfoque aparecerão rapidamente, se tu simplesmente te levantarás, sacudirás e encontrarás um novo equilíbrio. Tenta outra vez!

Talvez isto seja a coisa mais importante que tu podes fazer neste mês, além de evitar o drama e o medo que poderão vir de outras pessoas. Não te envolvas em intrigas, nem teorias da conspiração. Em vez disso, volta-te para a luz, volta-te para as partes da tua vida onde tu podes sentir que estão acontecer coisas boas. Focaliza a tua atenção aí durante este mês. As outras coisas acabarão por se ajustar.

Há mais alguma coisa que os Guardiões gostariam de nos dizer sobre janeiro de 2011?

Este é um momento muito intenso, mas também muito promissor, no Planeta Terra. Há muitas coisas a acontecer, há muitos desafios a serem enfrentados, mas todos os seres humanos estão mais fortes do que jamais estiveram antes. Todos têm mais recursos à disposição do que jamais tiveram antes. Então, não penses que quando te sentires abalado tu vais realmente cair. Sentir-se abalado é sinal de que estás a entrar em algo realmente grande, algo novo, algo que tu sempre desejaste.

Tem confiança em ti mesmo e explora as tuas capacidades. Toma alguns momentos para ficar em silêncio e ouvir a tua intuição. Dá atenção aos teus amigos e entes queridos. Cuida bem do teu corpo, usa todos os recursos para te preparares para o sucesso!

O dia 4 de janeiro poderá trazer-te uma sensação de verdadeiro desafio. Não te deixes cair nesse dia. Caso caias, não te abatas, simplesmente recompõe-te e tenta outra vez. Se prestares atenção ao dia 4 de janeiro, poderás perceber que o desafio que se apresentar a ti nesse dia continuará a ser um desafio nos próximos meses. Este mês pode ser uma oportunidade para tu teres uma previsão do que está para vir e começar a entender e a lidar com isso. Tu não reagirás perfeitamente a esse desafio no dia 4 de janeiro, mas será uma oportunidade para tentar alguma coisa e ver como funciona, e depois reunir informações sobre o que funcionou e o que não funcionou. Esta é uma boa maneira de usar o dia 4 de janeiro.

De qualquer forma, no geral este mês parece ter uma energia expansiva com ondas suaves e ondulantes. Todos irão para cima e para baixo, cada um no seu próprio ritmo, portanto simplesmente apanha as ondas do jeito que vierem.

Bençãos


Pensa que as coisas boas que te acontecem são presentes que eu te dou. Considera que são presentes. Considera que a tua vida é neutra e que as coisas te são oferecidas pelo céu.
São bênçãos. Considera que as coisas boas que te acontecem são bênçãos que eu te dou. Pelo teu comprometimento. Pela tua perseverança. Pela tua fé.
E se pensares assim, vais começar a sentir gratidão. Uma gratidão tão grande, tão intensa, tão profunda, que, com certeza, vai mudar a tua energia. Vai elevá-la.
Vais sentir-te mais leve, vais sentir-te mais alto. E quando chegares mais alto, cá acima, eu poderei ter a oportunidade de, pessoalmente, te dar um abraço.

O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde
de Alexandra Solnado

As Dimensões da Vida


Enquanto começamos um novo ano, nos sentimos como se tivéssemos muito a fazer a fim de mudarmos o mundo e a nós mesmos. Cada novo nível de consciência que alcançamos, abre os nossos olhos para o que está “errado” a nossa volta. Mas é a nossa habilidade em entrarmos num novo nível de vibração energética que nos permite conscientizarmos-nos da nossa desconexão, dos nossos equívocos, erros e escolhas ineficientes. Então o passado corre para nos encontrar e podemos ou reconhecermo-nos como poderosos co-criadores ou sentirmo-nos impotentes por cada etapa que pensamos ter passado. Isto é, como sabemos em que dimensão estamos a viver e onde iremos a partir deste momento: a nossa ascensão para uma vida mais elevada ou a nossa descida para um passado impotente.
A terceira dimensão é a casa do ego e uma dimensão superior é sempre um passo além dele. A vida não tem a ver com superar, destruir ou desmantelar o ego, pois ele serve para um importante propósito. O nosso desafio é levar o ego para as dimensões mais elevadas, transformar o seu pensamento limitado numa parceria espiritual ilimitada com a nossa alma. Quando tentamos destruir o ego, estamos a tentar corrigir algo que não está errado. A transformação não tem a ver com destruição, trata-se de mudar as energias, mudando a forma e criando uma nova vibração. Este processo baseia-se no velho, reconhecendo o seu papel muito importante na nossa vida e estando sempre dispostos a dar outro passo numa nova direcção.
Nós sempre queremos estar num lugar diferente do que aquele em que estamos, especialmente quando este lugar é tão cheio de dificuldades. Mas o lugar em que estamos é aquele que escolhemos, consciente ou inconscientemente e é o nosso ponto de partida para uma vida numa dimensão mais elevada. Podemos apreciar a vida e as suas bênçãos de qualquer dimensão porque a vida numa dimensão mais elevada é um processo espiritual que se reflete no físico. Há muito que acreditamos que estar numa dimensão mais elevada nos afasta do mundo, mas não, apenas nos dá uma perspectiva diferente do mundo.
A dimensão que escolhemos, seja esta a terceira, a quarta, a quinta ou além, é aquela que é adequada para nós. E vamos para lá e para cá, assim às vezes estamos na terceira, então entramos numa mais elevada, então algo acontece que traz à tona os nossos medos, de modo que retornamos à terceira para experienciar e liberar este medo. Então podemos avançar novamente. Mas a cada movimento para trás ou para frente, nós libertamos um pouco mais, então a nossa estadia numa dimensão mais elevada é mais longa e torna-se mais familiar e mais confortável. Eventualmente, aprenderemos que o desapego é necessário para permanecermos numa dimensão mais elevada e enquanto o nosso ego encontra o seu espaço na nossa parceria espiritual, nós encontramos a dimensão que nos faça felizes e entramos na vida poderosa e imperiosa.
Direitos Autorais 2010- Jennifer Hoffman – www.urielheals.com

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A cura dos nossos relacionamentos é uma escolha unilateral



Em última análise, curar nossos relacionamentos é a nossa própria escolha, já que na verdade não são os outros que estamos a perdoar realmente. São apenas as nossas próprias atitudes e julgamentos a respeito deles que precisam ser perdoados.São os nossos pensamentos e julgamentos de hoje, e não mais a outra pessoa, que nos causam dor no presente. E já que estes pensamentos e julgamentos são nossos, apenas nossos, somos nós que precisamos nos empenhar em perdoar, em mudar nossa mente e libertar-nos das queixas passadas. Enfim, é o nosso relacionamento connosco mesmos que precisa de ser curado, e apenas nós podemos fazer isso, se esta for a nossa escolha.É possível curar todos os nossos relacionamentos?Sim! É possível curar não apenas alguns, mas todos os nossos relacionamentos. Podemos fazê-lo desistindo de qualquer forma preconcebida, ou dos roteiros mentais que tenhamos escrito sobre os outros. Podemos fazer isso dispondo-nos a acabar com todas as queixas e pensamentos de agressividade. E podemos fazer isso por meio do processo do perdão. Podemos fazer isso:
* Reconhecendo que não somos vítimas dos nossos relacionamentos e, sim, participantes deles.
* Assumindo a responsabilidade pelos nossos pensamentos, pelas nossas escolhas e emoções, e não censurando a outra pessoa por aquilo que aconteceu no relacionamento.
* Optando por ver os outros como seres que nos amam ou, caso os percebamos como nossos agressores, optando por vê-los como seres cheios de medo que clamam por amor.
* Lembrando que aquilo que percebemos nos outros e no mundo exterior é uma projecção dos pensamentos - quer positivos quer negativos - contidos em nossa mente.
* Aprendendo a amar a nos mesmos e aos outros, perdoando em vez de julgar.
* Virarmo-nos para a nossa essência e procurarmos ser interiormente pacíficos, não importando o que esteja acontecer exterioremente a nós.
Estas ideias podem afectar literalmente todos os aspectos da nossa vida. Podemos começar a lançar um novo olhar sobre o mundo e sobre todos os nossos relacionamentos. Podemos começar a reconhecer que a cura dos nossos relacionamento está directamente ligada à Cura das Atitudes que estamos conservando na nossa mente a respeito desses relacionamentos.
Afirmações:

1 - Escolho curar o meu relacionamento comigo mesmo deixando que o hábito de julgar a mim mesmo se vá.

2 - Escolho unir-me aos outros, em vez de me separar deles, abandonando meus julgamentos sobre eles.

3 - Escolho rasgar todos os roteiros que escrevi para o modo como acho que as pessoas deveriam ser em minha vida.

4 - Escolho lembrar-me que o que realmente conta nos meus relacionamentos não é quanto eu faço ou digo, mas sim com quanto amor eu faço ou digo.

5 - As palavras que eu escolho nas minhas comunicações sempre determinam se a minha intenção é unir ou separar.

6 - Será por meio dos meus relacionamentos que eu vivenciarei o amor incondicional.

7 - Hoje, eu escolho lembrar-me de que realmente mereço o direito de ser feliz.

8 - Hoje, eu escolho desistir de me sentir uma vítima dos meus relacionamentos e assumirei a responsabilidade pela minha vida.

9 - Sempre que ficar preso no passado ou no futuro, escolherei lembrar-me de que o amor só pode ser vivenciado no presente.

10 - Posso optar pelo amor em vez do medo, em todos os meus relacionamentos.

Gerald Jampolsky e Diane Cincirione

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Trazer a Cura aos nossos Relacionamentos Familiares




Trazer a cura aos relacionamentos familiares pode ser um dos aspectos mais difíceis do processo de cura espiritual. A razão para isto é que escolhemos encarnar dentro de nossas famílias específicas com o propósito de cura e de crescimento, o que muitas vezes desafia profundamente a essência do nosso Ser. Para muitos de nós pode parecer como se a cura fosse exactamente o oposto do que estamos a receber com as nossas famílias, enquanto suportamos as dificuldades e limitações dos nossos relacionamentos com os nossos pais e irmãos.
Antes de encarnarmos, escolhemos as famílias que possam trazer à superfície questões e temas específicos que a nossa alma deseja explorar, aprender e curar. Geralmente estas questões são desafiadoras e trazem à superfície desconforto que preferiríamos evitar, ao invés de enfrentarmos. Algumas pessoas interagem com este desconforto, colocando a culpa nos seus pais ou na situação em que nasceram, o que proporciona uma saída temporária para a dor emocional que elas experienciam, mas que principalmente, impede o livre fluxo do amor, da luz e da cura no coração.
À medida que crescemos pessoal e espiritualmente, chega um momento em que somos chamados a libertarmo-nos da dor emocional que carregamos desde a nossa infância. Há etapas neste processo, que podem exigir um tempo mais curto ou mais longo, ou que podem envolver muitas existências de aprendizagem.
O primeiro passo a darmos é tornarmo-nos conscientes da dor que estamos a carregar. Se reprimirmos estes sentimentos, eles emergirão quando estivermos preparados para enfrentá-los. Algumas vezes um acontecimento, como uma doença ou uma perda pode esclarecer os sentimentos que enterramos ou nos esquecemos. Uma vez que nos tornamos conscientes da dor e nos permitimos simplesmente senti-la, a cura pode começar. Estar com a dor e trazê-la diante de Deus é uma parte essencial do processo. Deste modo não estamos sozinhos, pois o Criador Divino, Tudo vê, ouve e sente connosco. Isto pode ser feito com oração, com a intenção, a meditação, a expressão criativa ou qualquer forma que ressoe.
Uma vez que nos tornemos mais conscientes da dor que carregamos, o próximo passo envolve a disposição de deixar ir a nossa dor. Embora aparentemente possa parecer estranho querer apegar-se à dor, há muitas emoções profundas que podem enraizar-se dentro de nós, e envolverem-se no nosso senso de identidade. Nós apegamo-nos inconscientemente à dor, porque ela é tudo o que já conhecemos. Por exemplo, se estivermos mantendo a raiva, a mágoa ou a traição, somos solicitados a perdoar e a seguir em frente. Se formos a vítima do abuso ou da negligência, somos solicitados a deixar ir a nossa raiva e o nosso direito de estarmos com raiva. Esta parte do processo não pode ser apressada, por isto é tão importante estarmos dispostos a sentir primeiramente as nossas emoções em pleno. Uma vez que isto aconteça, o próximo passo da cura desenrola-se naturalmente.
Uma vez que tenhamos percorrido estes passos e tornarmo-nos conscientes, sentindo a nossa dor e estarmos dispostos a deixa-la ir, então estamos totalmente disponíveis a receber uma cura profunda e completa. Enquanto nos esvaziamos voluntariamente destas coisas as quais estivemos apegados, mais do amor e da luz de Deus pode entrar em nosso coração, mente e corpo. Os caminhos da vida começam a abrir-se e a revelar novas direcções, novas possibilidades e novas escolhas. Nossos corações começam a abrir-se e o amor floresce, o perdão torna-se um modo de ser, e a consciência espiritual desperta dentro de nós. Estas são as dádivas que vêm através da cura dos relacionamentos familiares, um coração cheio de amor e de confiança, não sobrecarregado pela dor do passado.

Mashubi Rochell é conselheira espiritual e a fundadora do World Blessings, uma comunidade on line de apoio espiritual que oferece a orientação e a cura espiritual a pessoas de todos os credos.
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

domingo, 9 de janeiro de 2011

Reiki e Propósito de Vida


É bom que aceitemos, desde já, que a vida não traz manual de instruções nem fórmulas rápidas e fáceis para se alcançar os sonhos. É importante realizar, interiormente, que teremos de percorrer o nosso caminho e enfrentar as dificuldades que surgirem como qualquer outro ser humano, e que não será pelo facto de orarmos, meditarmos ou sermos reikianos que estaremos imunes e protegidos das coisas 'más' da vida, e que conseguiremos realizar os nossos sonhos numa semana, sem obstáculos, vivendo felizes para sempre, tal e qual um conto de fadas. Contudo, não há outro caminho na vida que não seja o de seguir o nosso proprósito e cumprir os nossos sonhos. Enquanto não encetarmos, nada na nossa vida nos dará prazer ou realização. É sem dúvida, o sonho que comanda a vida, parafraseando António Gedeão.
Como individuações de Deus, o nosso propósito é o Seu propósito. Como seres encarnados, cumprindo as leis Leis Universais, os nossos sonhos estão ligados à nossa missão de vida e, consequentemente, a esse propósito.
Todos nascemos perfeitos, mesmo que aos nossos olhos humanos assim não pareça, e todos, ao longo do nosso crescimento, vamos cumprindo um processo de dor e de afastamento da 'perfeição'. Desligados da Fonte da Vida, confrontados com um mundo ameaçador, criamos uma máscara que nos permitirá - assim o esperamos - não sermos rejeitados por esse mesmo mundo. E vivemos, oscilando entre essa máscara e as nossas emoções mais inferiores (raiva, ciúme, medo, ...), buscando avidamente um sentido para nossa vida e uma sensação de bem-estar e paz, que embora apenas toquemos, fugazmente, sabemos interiormente existir. Até um dia já não ser possível desempenhar o papel que nos atribuímos. É então que as grandes questões filosóficas voltam a aparecer na nossa mente e que a nossa prioridade passa a ser encontrar um sentido para a nossa vida. Procuramos em todo o lado, mas as respostas não são satisfatórias. Porquê?
Por esta altura, já muitos de nós sabem que há mais qualquer coisa, que há algo que nos devia preencher e que não nos preenche, que há algo que devíamos fazer e ainda não estamos a fazer, que há algum sítio onde devíamos estar e onde ainda não estamos... Há uma sede em nós que não foi ainda satisfeita. Imbuídos de imagens culturais sempre ligadas à obtenção de resultados, ou à aquisição de bens, ou de um estilo de vida ou de um status, caímos, vezes sem conta, nas mesmas armadilhas.
Num nível muito mais profundo, numa das dimensões criativas do nosso ser, sabemos que estamos aqui para nos expressarmos como somos, para ser quem somos. Nesse nível, este saber é a estrela que nos guiará através do nosso percurso espiritual; um percurso que demorará uma vida inteira, se for preciso, porque o principal é a viagem, e não o destino. O caminho é um processo constante e contínuo, e não uma aquisição rápida de algo exterior a nós.
Sabemos que nascemos com uma missão, e essa missão individual consiste em remover os bloqueios que fomos criando ao longo da vida entre a nossa consciência e o nosso ser interior; essa missão consiste na nossa cura, e pode ser feita estejamos nós a fazer o que estivermos a fazer. À medida que o formos conseguindo, vamos abrindo caminho para as nossas energias criativas e para a Centelha Divina que nos habita. E, quando começamos a receber os primeiros fluxos dessa energia, despertaremos então os nossos dons únicos e especiais, que partilharemos com o mundo, cumprindo assim o propósito maior. E não antes disso. É um processo de Cura individual a que todos temos de nos submeter, quer estejamos doentes ou não. Na verdade, muitos de nós estão doentes, porque estão desligados de Quem São, porque têm intenções confusas ou opostas acerca de Quem São e do que realmente anseam.
O Reiki é um caminho: não é o melhor, não é o único, é apenas um caminho. Cada um de nós escolherá o caminho que se adequa mais à sua frequência vibratória, à sua essência e à sua missão pessoal. Seja ele qual for, tem de ressoar connosco. No caso do reiki, a energia de amor e de vida que por nós flui, seja durante uma sessão, seja durante uma auto-cura, é um potente auxiliar na remoção dos bloqueios anteriormente abordados. A sua energia amorosa irá ajudar-nos a curar todas as áreas da nossa vida que não funcionam ou que estão desiquilibradas, ao nosso ritmo, de acordo com as nossas nossas necessidades, sem nunca nos forçar, com paciência e com tempo. Não é instantâneo- e daí, até poderá ser - mas é profundamente respeitador de quem somos e do que precisamos. Com a prática, a nossa forma de estar na vida muda, altera, e o mundo à nossa volta também se altera. E assim, iniciado o processo de cura, mantido o compromisso com esse mesmo processo, poderemos ver mais claramente quem somos. Começaremos a sentir, no nosso coração, o anseio pela Luz e pela Harmonia. O nossos dons passam a orientar-nos e a colocar-nos no sítio certo, à hora certa.
Teremos dúvidas, sim. Teremos medo, sim. Como se disse atrás, o Caminho Espiritual não é uma vivência dentro de uma redoma protectora. No entanto, também teremos outros objectivos e as nossas prioridades serão outras. E é aí que reside a nossa força para enfrentar a adversidade.


Texto retirado Revista Zen - Edição de Janeiro 2011