segunda-feira, 4 de julho de 2011

A linguagem do CORAÇÃO


Julie Redstone
Julho de 2011
Deus fala dentro de cada coração na sua própria linguagem. Cada um pode compreender o sussurro de uma mensagem Divina, porque ela corresponde à voz, ao som, e à verdade com a qual eles ressoam.
A linguagem de Deus é a do coração. Ela é intimamente assim. Ela anuncia-se a cada alma do modo com que cada um possa receber mais intensamente, criando a compreensão de que se é conhecido e amado.
Com os seres humanos não é assim. Os seres humanos devem encontrar uma linguagem para comunicar com o coração do outro, de modo a que eles sejam ouvidos e a sua mensagem possa ser compreendida. Eles devem transcender os seus próprios preconceitos sobre como os outros se “deveriam” sentir, a fim de encontrar nos outros o que eles sentem. Somente assim o outro pode sentir-se “satisfeito”.
A linguagem do coração é universal na sua mensagem de amor, mas não é universal na sua expressão. Para enviar um emissário de amor no coração de um ente querido, é necessária uma compreensão do que pode ser mais profundamente recebido. Requer um processo de escutar atentamente ao que o amado sente, e qual a melhor forma de ele receber a marca sensível do amor.
Ouvir é muito importante, pois a linguagem de um não é a linguagem do outro. Cada ser anseia pela voz e a mensagem que lhe permitirá que saiba que é visto e conhecido completamente. Cada um anseia pelo conhecimento completo que está baseado na verdade de quem se é percebido por um amor que tudo vê.
Para comunicar o amor, a expressão de um deve tocar o coração do outro. Deve haver uma correspondência do que é dado e do que é recebido. Muitas vezes, este não é o caso. Frequentemente, o que acontece é que a consciência incompleta conduzir um a projectar sentimentos e necessidades no outro, sem realmente saber o que o outro deseja, ou como eles podem se sentir melhor atendidos. A abertura para o amor além da necessidade é o recurso para esta situação, pois num estado de necessidade é difícil eliminar as projecções. Num estado de necessidade, não há espaço para conhecer, sentir ou perceber o que o outro está a desejar.
A linguagem do coração, no entanto, pode ignorar muitas limitações e obstáculos, se o desejo de transmitir esse amor for forte. Quando for este o caso, a intenção supera, ainda que de forma imperfeita. No entanto, é possível enquanto se une mais com a própria essência da alma, conhecer mais intimamente a linguagem do amor da maneira que Deus a conhece, da maneira que as árvores e o sol a conhecem, que dão de si mesmos livremente e sem preconceito. Esta doação é a linguagem do amor. É o desejo puro de abençoar e nutrir que encontra a sua expressão externa em todas as linguagens e em todas as formas. É o desejo puro de ajudar os outros a prosperarem.
O coração de Deus é um coração universal, batendo dentro dos corações de todos, ao nível mais profundo. Portanto, não é impossível para qualquer pessoa amar mais profundamente, de forma mais bela e completa. Significa somente encontrar a expressão adequada para o grande fluxo do amor que já está presente. Significa também sair do próprio caminho com condições que devem ser satisfeitas, a fim de que o amor seja dado.
Para o coração divino, não há condições, e para o coração humano que é Divino na sua essência, não há necessidade de haver condições também, uma vez que a camada mais profunda do amor pode ser tocada, uma vez que o fluxo Divino torna-se a fonte da própria identidade. Este fluxo pode eliminar todo o sentido de carência e de limitação, o que pode surgir em níveis mais superficiais do ser. Ele pode substituir todo o vazio pela beleza.
Como com muitas coisas dentro do reino espiritual, é uma questão de perceber a maior integridade de alguém, de acreditar nisto e se tornar isto. Tal união pode eliminar todas as feridas do passado, porque a fonte do Amor não é influenciada por feridas do passado. Não importa qual a experiência passada de alguém, ela permanece pura.
Por esta razão, pode-se buscar o fluxo Divino do amor interiormente, sabendo que dentro do coração de cada ser humano, bate o coração Divino, enviando a sua eterna mensagem. Esta é a fonte da qual todos os relacionamentos podem ser abençoados. É a fonte da qual um novo mundo pode ser criado.


Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A jornada do Amor Incondicional



A jornada da vida toma uma nova direcção quando nos conscializamos do poder do amor incondicional que reside no nosso coração em cada momento. Esta consciência começa numa nova abordagem para a vida que leva à paz pessoal, à harmonia natural e à genuína riqueza interior. A própria estrutura da sociedade muda também, à medida que começamos a expressar conscientemente este amor ilimitado. Tudo e todos são visivelmente afectados por esta energia, enquanto nos movemos através da nossa vida diária a cada etapa e de encontro ao outro.

Estar consciente do amor acende a centelha que torna todas as coisas novas e restaura a totalidade, onde pensávamos estar incompletos. Esta é a energia e a sabedoria que une todos os mundos, pensamentos e perspectivas e restaura a nossa conexão inata com todas as coisas. O amor, e mais apropriadamente o amor incondicional, é aquilo que traz a paz e a compreensão interior, onde um momento antes pareciam inexistentes e, talvez, até impossíveis.

Então, e como se realiza esta simples mudança de atitude? Ela começa com um desejo de saber quem nós somos, como um ser neste plano terrestre. É uma mudança na perspectiva de procurar voltarmos a nossa atenção para o nosso interior. Ao começarmos o processo do despertar consciente, começamos a notar e a observar quem somos em relação a quem pensamos que somos. Esta mudança subtil traz uma enorme mudança na compreensão pessoal. Vemos com novos olhos, ouvimos com novos ouvidos e percebemos um mundo paralelo que sempre existiu, ainda que estivesse bloqueado a partir da nossa consciência, pelas nossas próprias crenças limitadoras.

Perguntam-me muitas vezes: “Como começamos este processo?” Minha resposta é que ao fazer esta pergunta, significa que esse processo já começou. Tal é a natureza da percepção consciente – começamos a fazer novas perguntas sobre a vida, desde que não estamos mais interessados nos velhos hábitos que estivemos a experienciar até ao momento. Para mim, esta não é necessariamente uma jornada espiritual ou filosófica, mas sim, comparo-a a uma abordagem prática do bom senso e do esforço deliberado de “conhecer-se a si mesmo” e a cada auto-aceitação, também “amar-se a si mesmo e a todos os outros, sem qualquer condição ou limitação.”

Cada um de nós é uma fonte poderosa de amor, quando nós permitimos que esta energia se expresse naturalmente. Não há nada que tenhamos que fazer basicamente, do que nos permitirmos sentir e ser amor. É tão simples. Entretanto, para muitos, o amor está oculto sob camadas de dor, trauma, drama, ódio e sofrimento. Memórias emocionais, dúvidas não expressas, medo, ressentimento e uma multidão de velhas crenças, frequentemente nos impedem de compreendermos que estes pensamentos e sentimentos não têm um poder real sobre nós. Nós é que lhes damos o poder, vivendo no passado e temendo o futuro. Ignoramos o amor que está presente a cada momento, aceitando a limitação. É o momento de mudarmos isto. É o momento de nos libertarmos da nossa própria escravidão, que nós mesmos criamos.

Quando nos aceitamos apenas por quem nós somos, transformamo-nos no momento em paz, em segurança, em harmonia, alegria e amor. Este processo começa com a libertação das nossas crenças castradoras, erros do passado, falta de auto-estima, orgulho e ego, através do acto consciente do perdão. Compete-nos a nós, como indivíduos empreendermos esta jornada de cura e de consciência.

Quando sabemos quem nós somos e por que agimos e reagimos da forma que fazemos, começamos a vermo-nos nos rostos da humanidade. O reflexo da dor é a nossa dor, o sofrimento dela é o nosso sofrimento, e a raiva do outro é a nossa raiva, assim como o riso e o prazer reflectem o nosso próprio coração. Isto é visto na natureza também. A destruição dela é a nossa destruição, a beleza dela é a nossa beleza. Igualmente nas nossas crianças, vemos o nosso potencial e no seu sorriso, nós vemos a nossa alegria. Estas expressões aparentemente aleatórias são os nossos pensamentos do passado que procuram uma forma de manifestação. É a nossa lembrança constante de que o amor é a resposta e a pergunta.

Para vermos o amor nos outros, devemos primeiro conhecê-lo em nós mesmos. Vamos construir uma nova realidade no momento presente quando deixarmos ir. Mudamos o mundo quando mudamos a nossa perspectiva pessoal. Quando escolhemos o amor e não o medo, a bondade e não o ódio, a integração e não a separação, e a paz e não a guerra, trazemos um novo reflexo à humanidade... os nossos seres amorosos.

Amor, luz e paz,

Harold W. Becker
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

terça-feira, 28 de junho de 2011

SER FELIZ


"Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência."

(Augusto Cury)

domingo, 19 de junho de 2011

Atira a primeira flor


Quando tudo parecer estar a caminhar de forma errada,
sê tu próprio a tentar o primeiro passo certo;
Se tudo parecer escuro, e nada puder ser visto, acende a primeira luz,
traz primeiro para as trevas, a pequena lâmpada;

Quando todos estiverem a chorar, tenta dar o primeiro sorriso;
talvez não na forma de lábios sorridentes, mas na de um coração que
compreenda, e com braços que confortem;

Se a vida inteira for um imenso não, não pares na busca do primeiro
sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir-se;

Quando ninguém souber coisa alguma, e tu souberes um pouquinho,
sê o primeiro a ensinar, começando por aprender por ti mesmo,
corrigir-te;

Quando alguém estiver angustiado à procura, consulta bem o que se passa,
talvez seja em busca de ti mesmo que este teu irmão está;
Daí, portanto, o teu deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar-se, o
primeiro que pode ser o único e, mais sério ainda, talvez o último;

Quando a terra estiver seca, que a tua mão seja a primeira a regá-la;
quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que a tua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga,
a afagar a pétala, a acariciar a flor;

Se a porta estiver fechada, que de ti venha a primeira chave;
Se o vento sopra frio, que o calor da tua lareira seja a primeira proteção e oprimeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e não estiver cozido,
Sê o primeiro forno para transformá-lo em alimento.

Não atires a primeira pedra em quem erra.

De acusadores o está o mundo cheio; nem, por outro lado, aplaudas o erro;
dentro de
 pouco, a ovação será ensurdecedora;
Oferece a tua mão primeiro para levantar quem caiu;
a tua atenção primeiro para aquele que foi esquecido;

Sê o primeiro para aquele que não tem ninguém;
Quando tudo for espinhos, atira a primeira flor;

Sê o primeiro a mostrar que há caminho de volta,
compreendendo que o perdão regenera,
que a compreensão edifica, que o auxílio possibilita,
que o entendimento reconstrói.

Atira quando tudo for pedra,
a primeira e decisiva flor.

(Glácia Daibert)

sábado, 18 de junho de 2011

Aprendi que...



Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi... Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi... que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.

Aprendi que numa briga eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
Charles Chaplin

Criatividade


A vida é uma aventura. E é assim que ela devia ser vivida. Nunca repetir as mesmas experiências. Sempre inovar, sempre inovar. O ser vem à Terra fazer a experiência da emoção. E para ajudá-lo nessa tarefa, foi criada a experiência na matéria. As experiências na matéria criam emoção e o ser experimenta a emoção. É um circuito fechado que funciona muito bem.
Agora imagine aquelas pessoas que nunca criam experiências novas nas suas vidas. Aquelas pessoas que fazem sempre as mesmas coisas, dia após dia, ano após ano. Porque julgam que mudar é mau. Porque não se atrevem, não arriscam, não se atiram do precipício sem saber o seu tamanho nem o que as espera lá em baixo. Nunca pensam na possibilidade de o seu EU estar lá embaixo. Não têm fé. Não fazem comunhão com seu interior.
Essas pessoas não experienciam a vida na sua maior dimensão. Nunca saem do seu círculo de conforto. Não arriscam. Não perdem, mas também não ganham. E a vida vai ficando previsível. E vai ficando aborrecida. E um dia notam que já não se interessam por nada. É o dia da morte da essência. É o dia em que a experiência da matéria chegou ao fim por falta de matéria-prima. Por falta de experiências. Tudo fica repetitivo, tudo fica sem graça, tudo fica disforme. E a vida não é nada disso.
A vida é uma grande aventura. Com experiências novas para serem vividas. Novo. Tudo novo. Queres um conselho? Faz com que a tua vida não tenha muitas repetições. Cria situações. Cria. A criatividade é o motor da vida. E se tiveres por obrigação situações repetitivas, vive-as de forma inovadora, todos os dias.
Mude. Mude as coisas. E se não puderes mudar as coisas, mude a forma de fazeres as coisas. E a tua essência vai renascer. E qual Fênix que se eleva das cinzas, vais ganhar asas e finalmente vais voar. E ter uma essência que voa é a forma mais brilhante de se evoluir.

O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,
de Alexandra Solnado

Na vida tudo passa, menos a Essência


Por que sentimos esta necessidade da busca pelo desconhecido, de técnicas que nos levem a descobrir quem realmente somos?
Por que sentimos esta falta de sossego interno?
É sempre como se algo novo pudesse mostrar-nos o caminho de paz interna, de felicidade, de harmonia com todos! Isto é a busca da tua essência, quando conseguimos conectar-nos com o Eu Superior e com nosso Eu interno verdadeiro.
Tudo isso passa... sentimos uma tranqüilidade imensa de alma, sentimos que estamos onde deveríamos estar, sentimos que estamos fazendo o que viemos para fazer e, principalmente, que estamos perto das pessoas certas, que são como nós!
Que têm a nossa essência!
Uma tarefa muito importante é trazer a  nossa essência ao conhecimento de todos, é ser-se verdadeiro, pleno, amar o que é bom e belo.
Fazer algo para agradar os outros fere-nos internamente e deixa-nos cada vez mais distantes da nossa essência.
Muitas vezes na vida escolhemos caminhos errados, agimos da forma menos correcta, dizemos coisas que magoam as pessoas que nos estão próximas, enfrentamos situações desgastantes.
Mas de tudo isso, o mais importante é sempre compreender a lição de vida que nos foi colocada por trás destas vivências.
O sofrimento, a falta de amor, a falta de prosperidade financeira não fazem parte da essência humana.

Caso isto esteja presente na nossa vida, temos que encontrar quais os bloqueios energéticos que não nos permitem aprender a lição e sair desta sintonia.
Tudo isto é busca pela tua essência... a necessidade de encontrar a paz e o equilíbrio pessoal é de facto a busca pela tua essência!

(Maria Isabel Carapinha)