terça-feira, 12 de julho de 2011

Outra Jornada do Amor Incondicional


Mensagem de Harold W. Becker
11 de Junho de 2011

A jornada da vida toma uma nova direcção quando nos tornamos cientes do poder do amor incondicional que reside dentro do nosso coração em cada momento. Nesta consciência começa uma nova abordagem à vida que leva à paz pessoal, harmonia natural e genuína riqueza interior. Ela muda também a própria estrutura da sociedade à medida que começamos a expressar de forma consciente este amor ilimitado. Tudo e todos são notavelmente afectados por esta energia à medida que caminhamos na nossa vida diária a cada passo e encontro uns com os outros.

Ser consciente do amor despoleta a centelha que torna todas as coisas novas e restaura a plenitude onde pensávamos que estávamos incompletos. Esta é a energia e saber que abre caminhos em todos os diversos mundos, pensamentos e perspectivas e restaura a nossa conexão inata a todas as coisas. O amor e, mais apropriadamente, o amor incondicional, é o que traz paz e entendimento num momento onde antes ele parecia não existir e talvez mesmo ser impossível.

Então, como é que alguém compreende esta simples mudança de atitude? Isto começa com um desejo de saber quem somos enquanto seres neste plano terrestre. Trata-se de uma mudança de perspectiva de procurarmos em desespero fora de nós mesmos, para a compreensão de virarmos a nossa atenção para dentro. Ao começarmos o processo de despertar consciente, começamos a reparar e a observar quem somos relativamente a quem pensamos que somos. Esta mudança subtil traz uma enorme alteração na compreensão pessoal. Nós vemos com novos olhos, ouvidos e percebemos um mundo paralelo que sempre existiu e no entanto estava bloqueado fora da nossa consciência pelas nossas próprias crenças limitadas.

Muitas vezes perguntam-me, “Como é que eu inicio este processo?” A minha resposta a esta questão significa que já o começou. Tal é a natureza da realização auto-consciente – começamos por colocar novas questões sobre a vida, desde que já não estejamos mais interessados nos velhos hábitos que temos vindo a experimentar. Para mim, não se trata necessariamente de uma jornada espiritual ou filosófica; em vez disso, eu comparo-a a uma abordagem prática de senso comum e a um esforço deliberado para “saber a ti mesmo” e com uma sempre crescente auto-aceitação, para também “amar a ti mesmo e a todos os outros sem condições ou limites”.

Cada um de nós é uma poderosa fonte de amor quando permitimos que esta energia se expresse naturalmente. Não há nada que tenhamos em última análise que fazer, em vez disso permitamo-nos sentir e ser amor. É tão simples como isto. Contudo, para muitos, o amor está escondido debaixo de camadas de mágoa, de traumas, de drama, de dor e sofrimento. Memórias emocionais, dúvidas não confessadas, medo, ressentimento e uma multiplicidade de velhas crenças impedem-nos, muitas vezes, de perceber que estes pensamentos e sentimentos não têm verdadeiro poder sobre nós. Nós damos-lhes poder ao vivermos no passado e tendo medo do futuro. Ignoramos o amor que está presente em cada momento ao adoptarmos a limitação. É hora de mudar isso. É hora de nos libertarmos da auto-escravidão criada por nós mesmos.

Quando nos aceitamos simplesmente por quem somos, transformamos o momento em paz, estabilidade, harmonia, alegria e amor. Este processo começa com o libertar das nossas crenças limitativas, erros do passado, falta de auto-estima, orgulho e ego através do acto consciente do perdão. Cabe-nos a nós enquanto indivíduos levarmos a cabo esta jornada de cura e de sensibilização consciente.

Quando sabemos quem somos e porque agimos e reagimos da maneira que fazemos, começamos a ver-nos a nós próprios nas faces da humanidade. O reflexo da mágoa é a nossa mágoa, a dor deles é a nossa dor, a raiva dos outros é a nossa raiva, tal como o riso e a alegria reflectem o nosso próprio coração. É visto também na face da natureza. A sua destruição é a nossa destruição, a sua beleza é a nossa beleza. Igualmente, vemos nos nossos filhos o nosso potencial e no seu sorriso vemos a nossa alegria. Estas expressões aparentemente aleatórias são os nossos pensamentos do passado à procura de manifestação. É o nosso lembrete constante de que o amor é a resposta e a pergunta.

Para ver o amor nos outros, devemos primeiro conhecê-lo em nós. Construímos uma nova realidade neste momento presente quando desprendemos. Transformamos o mundo quando mudamos a nossa perspectiva pessoal. Quando escolhemos o amor em vez do medo, a bondade em vez do ódio, a integração em vez da separação, trazemos um novo reflexo para a humanidade … os nossos amorosos eus.

Amor, Luz e Paz,

Harold W. Becker
Presidente e Fundador
Direitos Reservados © 2000 – 2001 The Love Foundation, Inc.
Tradução: Ana Belo – anatbelo@hotmail.com

A vida Terrena...


Ah! Quantos encaram a vida humana como devendo ser uma festa perpétua, em que as distrações e os prazeres se sucedem sem interrupção! Inventam mil nadas para encantar os seus lazeres; cultivam seu espírito, porque é uma das facetas brilhantes que servem para fazer ressaltar sua personalidade; são semelhantes a essas bolhas efêmeras, refletindo as cores do prisma e se balançando no espaço; atraem os olhares por algum tempo, depois as procurais... e elas desapareceram sem deixar traços. Do mesmo modo, essas almas mundanas brilharam com uma luz que não lhes era própria, durante sua curta passagem terrena, e delas nada restou de útil, nem para os seus semelhantes, nem para elas mesmas.

João Evangelista
Paris, 1866

Livro:            Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos - Ano XI, 1868
                        (nº 2 – fevereiro de 1868)
                        Allan Kardec
                        FEB - Federação Espírita Brasileira

Estou onde está a minha consciência



Quando concentro a minha consciência nas minhas próprias reacções e percepções, vejo a verdade de uma determinada situação. 

(Deepak Chopra)

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Solidão...


Um dos maiores desafios da vida é aprender a viver só.
Isto não significa que tenhamos de abandonar o mundo e os nossos relacionamentos para experienciar a solidão.
Viver só consiste na capacidade de se manter focado na sua própria interioridade, ainda que esteja cercado por uma multidão.
Qual o propósito disto?
Quando buscamos incessantemente por companhia, perdermos a oportunidade de observar nossas emoções e perceber o quanto elas se encontram contaminadas.
Para encontrar a nossa verdadeira essência, precisamos aprender a desprender-nos de todos os papéis que exercemos, ainda que por alguns minutos, e permitir que os nossos insights se manifestem sem qualquer obstáculo.
Quanto mais entrarmos na dimensão do silêncio, mais rapidamente aprenderemos a perceber as nossas reais necessidades.
Vivemos num mundo em que as solicitações e o bombardeio de informações são tão intensos, que nos sufocam e tiram de nós qualquer possibilidade de parar, respirar e reflectir sobre o que quer que seja.
Se não mantivermos uma firme decisão de fortalecer a nossa consciência, corremos o risco de ser arrastados por este turbilhão.
Precisamos de um espaço para que a dimensão divina do nosso ser possa expressar-se.
Este processo independe de qualquer opção ou prática religiosa.
Ele consiste simplesmente no reconhecimento do nosso ser natural, e no abandono de todas as máscaras que fomos coleccionando ao longo da vida.
Embora elas sejam úteis para que possamos sobreviver na sociedade, acreditar que constituem a nossa única realidade é o primeiro passo para que a infelicidade se torne permanente em nós.

Pensa nisso!

(Elisabeth Cavalcante)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mensagem do Arcanjo Miguel sobre as Energias do mês de Julho


Pontes de Luz estão a ser formadas dentro de vós que vos permitirão ter acesso a portais para lá do tempo.


Estas novas passagens e portais orientam-vos para as avenidas interiores do saber e do ser, criando e sentindo verdades divinas que anteriormente estavam indisponíveis na Terra para a maioria do foco humano. É através destes novos portais que começareis a viver numa multidimensionalidade muito mais plena e, no entanto, com um foco singular ao longo do tempo e do espaço: a emergência da verdadeira identidade dentro do tempo infinito.

A vossa identidade verdadeira repousa em vós energeticamente. Ela abre-se dentro de vocês à medida que permitis que várias energias vos abandonem – aquelas que vos inibem da liberdade e do amor que são, essencialmente, a vossa experiência energética. É dentro desta libertação que vocês se tornam mais plenamente vocês mesmos. Assim, é irônico que elas tendam a fazer-vos sentir tão mal! Pois, na verdade, elas estão a revelar-vos quem sois realmente. Tal como o pó a ser soprado de um objecto brilhante, talvez estejam a espirrar e com dificuldades em vereis a beleza por causa da poeira e das sensações desagradáveis deste processo. Talvez seja possível perder a visão neste processo – literalmente – por um instante infinito de quem vocês são realmente. E isso, meus queridos, é o que parece verdadeiramente tão repugnante no purificar das experiências – de cada vez que vos guiais para o que está a surgir e a partir, aquilo que NÃO sois vós, sentis-vos mal, pois estais fora de contacto convosco mesmos.

Muitos de vós na aproximação deste último eclipse estão a notar uma enorme intensidade – de emoções, sonhos, sensações digestivas e físicas de calor e de dor em vários locais (como entre as omoplatas ou nas ancas). Há uma grande quantidade de energia a girar para cima à medida que confluís com o fluxo do vosso eu futuro enquanto vos moveis para o tempo infinito. Muitos de vós têm tido o que chamais de impressões ou memórias de vidas passadas/ou paralelas, mas é este “recuperar o atraso” do vosso eu futuro que está a criar a náusea que sentis e as alterações de apetite – pois esta mudança da primeira linha da realidade do tempo em que vos tendes baseado envolve um momento de torção das vossas energias de formas substancialmente (potencialmente) desorientadoras em termos do vosso equilíbrio e sentidos de orientação para a paisagem física; daí o enjoo que podeis sentir.

Então, não apenas estais a experimentar uma força que está a fazer com que o vosso campo de energia gire em novos sentidos – esta confluência de vos encontrardes num tempo infinito CONVOSCO! Mas esta força é também uma aceleração e daí a sensação física poder ser bastante intensa.

Estais a adaptar-vos estes dias significativamente a estes novos estados energéticos de ser que, para cada um de vós reflectem, naturalmente, o estado de despertar em que estais a permitir presentemente e em harmonia com ele. À medida que vos ajustais a estas energias tendes grandes aberturas dentro de vós para os vossos códigos da Alma. O Sol está a transmitir-vos o que haveis imprimido nele quando fluístes para esta forma humana particular. Os códigos surgem regularmente à medida que estais a aumentar, de uma forma radiante, a alargar, a elevar e a ampliar a vossa vibração.

Em Julho ireis achar que muito das primeiras três semanas irão implicar o sono! Esta é uma maneira tão fácil de vos apoiardes a vós mesmos ao integrardes as novas qualidades do ser. Dedicai-lhe o que for necessário e não vos preocupeis com o trabalho ou em tomardes o tempo que necessitais pessoalmente para vos sentirdes repousados e tranquilos. Eu incentivo-vos a não pressionardes o vosso corpo neste momento, dando-lhe outras exigências. Há realmente muita coisa a acontecer que requer que as vossas células respondam às dinâmicas no planeta bem como às vossas intenções e permissão, e o vosso corpo é excelente em tudo isso. Entrai em sincronia com ele e dizei-lhe agora que concordais com as suas escolhas apoiando-as com as vossas acções e pela maneira como vos comportais ao longo do dia. De cada vez que estais em desacordo com o vosso corpo estais em resistência e isto, como todos vós sabeis, gera problemas de todos os tipos de formas e não vos sentis bem. Assim, sentir-vos bem é o vosso teste decisivo se estiverdes em harmonia com o vosso corpo.

A energia de Julho é de novidade e nascimento. Existe um novo ser dentro de vós que reflecte a vossa identidade verdadeira; a vossa canção cósmica ou plano energético/assinatura – e este sentido do eu estará cada vez mais disponível para vós este mês. O outro elemento deste mês é esta manifestação a partir desta localização no tempo infinito, em alinhamento com o vosso eu verdadeiro será cada vez mais possível e acelerado à medida que vos deslocais cada vez mais para um espaço criativo baseado numa escolha sintonizada com o Plano Divino maior e com o bem mais elevado para todos informando-vos consoante viveis no Ritmo Divino, informado e impulsionado pelo Fluxo Cósmico da Fonte da criação. Este ritmo fará cada vez mais sentido para seguirdes e realizardes os vossos sonhos – que são neste ponto, provavelmente, visões – com facilidade. O significado dos sonhos – o que sentis na vossa mais plena expressão. Os momentos de felicidade que recebeis disto são reais e podem ser honrados e guardados, confiando que os restantes detalhes também se realizarão e preencherão a imagem – a imagem dinâmica em movimento (Sorriso) perfeitamente alinhada.

Pode haver desvios que são importantes para completardes como parte do vosso papel na Criação Divina de elevar este planeta. Podeis ser chamados a estar em algum lado ou a fazer algo, apenas para descobrirdes que era uma coisa temporária ou um desvio. Existe, lembrai-vos, este movimento em direcção à plenitude e cura de tudo o que tem sido um conceito errado ou fora de equilíbrio harmónico com a verdadeira identidade e a Lei do Um. Assim, podeis encontrar-vos em situações como esta, e/ou podeis ter amigos ou família que se encontram. Este é um lindo momento para oferecer aos outros e a vós mesmos o profundo conhecimento interior de que tudo está bem.

Lembrai-vos a vós mesmos e a alguém que sintais que possa estar a vivenciar a Perfeição Divina inerente na vida e invocai uma confiança nas coisas que pode parecer misteriosa, confusa ou mesmo… atrevo-me a dizer? Contraditória! É assim que as coisas se podem movimentar rapidamente e muito pode ser realizado de uma forma acelerada; quando não se está demasiado preocupado ou auto-consciente acerca de quaisquer julgamentos ou percepções negativas/limitativas do qual é o “significado” das coisas. Tende cuidado para não serdes demasiado apanhados em histórias do tempo infinito e na tapeçaria maior, muitos destes pequenos momentos de confusão não são realmente as canções tema de quem vós sois; são pequenos momentos acompanhando a vossa jornada maior e tendo uma parte na tecelagem harmoniosa de Tudo-O-Que-é. Permiti-vos ser o instrumento da paz e do amor de onde viestes em total alegria de ser e sabei que parte disto será visível apenas com clareza a partir de outras perspectivas ou do que pensais do tempo-sábio em ”retrospectiva”.

A energia de Julho irá deslocar-se de altamente centrada e envolvida na integração para uma maior clareza e um sentido muito mais profundo da identidade pessoal e, depois, para o sentido do tempo acelerando à medida que vós e o vosso futuro eu começam um diálogo dinâmico em convergência. Ireis continuamente descobrir-vos a ajustar-vos ao horizonte emergente deste eu futuro que vos mostra claramente o vosso sentido percebido, PARA o que estais a vir/ a abrir-vos. Estais a abrir-vos para a VOSSA VIDA. Tal como foi projectado. POR VÓS. Ireis então experienciar um ser crescentemente mais esférico; uma co-criação contínua com a vossa vanguarda a guiar-vos e apoiar-vos à medida que afinais a expressão do vosso ser.

Este é o principal impulso das energias de Julho a um nível pessoal.

Em relação ao planeta ireis notar aquilo a que prestardes atenção. Se permanecerdes centrados dentro da vossa própria vida descobrireis as ondas e os temas que também estão reflectidos no mundo, que são para reparardes, cultivardes, evoluirdes e participardes. O mundo, quer dizer a cultura e a civilização da Terra, é uma colecção vasta, diversa, altamente dinâmica de muitas, muitas realidades. Como bem sabeis, existem múltiplas linhas de tempo em jogo aqui e, como tal, percebei que a história a que prestardes atenção define a linha do tempo em que vos situais. Para realizardes as vossas próprias intenções de Alegria, a percepção para 2012 tal como Eu partilhei na minha mensagem inicial sobre este ano – deveis estar orientados para a linha do tempo a emergir dentro de vós, a ser transmitida pelos vossos códigos da Alma, o que vos permite cumprir a vossa participação na Luz d evirdes para este planeta como haveis projectado a partir de uma orientação coerente do Plano Divino.

Haverá rupturas de muitos tipos na Terra… isto é verdadeiramente novidade para vós? E sim, irá ser, aparentemente, muito difícil para muitos. Confiai na sabedoria inata de cada alma, vivei em compaixão e paz e mais importante: permanecei centrados dentro da vossa própria trajectória e confiai que, ao fazê-lo, dais os maiores presentes possíveis a tudo e a todos.

Eu percebo que estais cada vez mais cientes da vossa própria voz interior e esta voz é a que o Criador, a Luz das Luzes, escolhe enquanto vós para reflectir através de vós. Sabei que o vosso ser, como esta voz e esta canção significam mais do que pode ser explicado a vós ou mesmo a Mim. Nós somos de longe seres mais ricos do que realmente verdadeiramente poderemos alguma vez saber.

Disto podeis estar certos: sois profunda ampla radiantemente AMOR.

E tanto quanto Eu sou capaz, Eu vejo-vos! E isto enche-Me de grande alegria.

Eu Sou o Arcanjo Miguel
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Tradução: Ana Belo – anatbelo@hotmail.com

A linguagem do CORAÇÃO


Julie Redstone
Julho de 2011
Deus fala dentro de cada coração na sua própria linguagem. Cada um pode compreender o sussurro de uma mensagem Divina, porque ela corresponde à voz, ao som, e à verdade com a qual eles ressoam.
A linguagem de Deus é a do coração. Ela é intimamente assim. Ela anuncia-se a cada alma do modo com que cada um possa receber mais intensamente, criando a compreensão de que se é conhecido e amado.
Com os seres humanos não é assim. Os seres humanos devem encontrar uma linguagem para comunicar com o coração do outro, de modo a que eles sejam ouvidos e a sua mensagem possa ser compreendida. Eles devem transcender os seus próprios preconceitos sobre como os outros se “deveriam” sentir, a fim de encontrar nos outros o que eles sentem. Somente assim o outro pode sentir-se “satisfeito”.
A linguagem do coração é universal na sua mensagem de amor, mas não é universal na sua expressão. Para enviar um emissário de amor no coração de um ente querido, é necessária uma compreensão do que pode ser mais profundamente recebido. Requer um processo de escutar atentamente ao que o amado sente, e qual a melhor forma de ele receber a marca sensível do amor.
Ouvir é muito importante, pois a linguagem de um não é a linguagem do outro. Cada ser anseia pela voz e a mensagem que lhe permitirá que saiba que é visto e conhecido completamente. Cada um anseia pelo conhecimento completo que está baseado na verdade de quem se é percebido por um amor que tudo vê.
Para comunicar o amor, a expressão de um deve tocar o coração do outro. Deve haver uma correspondência do que é dado e do que é recebido. Muitas vezes, este não é o caso. Frequentemente, o que acontece é que a consciência incompleta conduzir um a projectar sentimentos e necessidades no outro, sem realmente saber o que o outro deseja, ou como eles podem se sentir melhor atendidos. A abertura para o amor além da necessidade é o recurso para esta situação, pois num estado de necessidade é difícil eliminar as projecções. Num estado de necessidade, não há espaço para conhecer, sentir ou perceber o que o outro está a desejar.
A linguagem do coração, no entanto, pode ignorar muitas limitações e obstáculos, se o desejo de transmitir esse amor for forte. Quando for este o caso, a intenção supera, ainda que de forma imperfeita. No entanto, é possível enquanto se une mais com a própria essência da alma, conhecer mais intimamente a linguagem do amor da maneira que Deus a conhece, da maneira que as árvores e o sol a conhecem, que dão de si mesmos livremente e sem preconceito. Esta doação é a linguagem do amor. É o desejo puro de abençoar e nutrir que encontra a sua expressão externa em todas as linguagens e em todas as formas. É o desejo puro de ajudar os outros a prosperarem.
O coração de Deus é um coração universal, batendo dentro dos corações de todos, ao nível mais profundo. Portanto, não é impossível para qualquer pessoa amar mais profundamente, de forma mais bela e completa. Significa somente encontrar a expressão adequada para o grande fluxo do amor que já está presente. Significa também sair do próprio caminho com condições que devem ser satisfeitas, a fim de que o amor seja dado.
Para o coração divino, não há condições, e para o coração humano que é Divino na sua essência, não há necessidade de haver condições também, uma vez que a camada mais profunda do amor pode ser tocada, uma vez que o fluxo Divino torna-se a fonte da própria identidade. Este fluxo pode eliminar todo o sentido de carência e de limitação, o que pode surgir em níveis mais superficiais do ser. Ele pode substituir todo o vazio pela beleza.
Como com muitas coisas dentro do reino espiritual, é uma questão de perceber a maior integridade de alguém, de acreditar nisto e se tornar isto. Tal união pode eliminar todas as feridas do passado, porque a fonte do Amor não é influenciada por feridas do passado. Não importa qual a experiência passada de alguém, ela permanece pura.
Por esta razão, pode-se buscar o fluxo Divino do amor interiormente, sabendo que dentro do coração de cada ser humano, bate o coração Divino, enviando a sua eterna mensagem. Esta é a fonte da qual todos os relacionamentos podem ser abençoados. É a fonte da qual um novo mundo pode ser criado.


Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A jornada do Amor Incondicional



A jornada da vida toma uma nova direcção quando nos conscializamos do poder do amor incondicional que reside no nosso coração em cada momento. Esta consciência começa numa nova abordagem para a vida que leva à paz pessoal, à harmonia natural e à genuína riqueza interior. A própria estrutura da sociedade muda também, à medida que começamos a expressar conscientemente este amor ilimitado. Tudo e todos são visivelmente afectados por esta energia, enquanto nos movemos através da nossa vida diária a cada etapa e de encontro ao outro.

Estar consciente do amor acende a centelha que torna todas as coisas novas e restaura a totalidade, onde pensávamos estar incompletos. Esta é a energia e a sabedoria que une todos os mundos, pensamentos e perspectivas e restaura a nossa conexão inata com todas as coisas. O amor, e mais apropriadamente o amor incondicional, é aquilo que traz a paz e a compreensão interior, onde um momento antes pareciam inexistentes e, talvez, até impossíveis.

Então, e como se realiza esta simples mudança de atitude? Ela começa com um desejo de saber quem nós somos, como um ser neste plano terrestre. É uma mudança na perspectiva de procurar voltarmos a nossa atenção para o nosso interior. Ao começarmos o processo do despertar consciente, começamos a notar e a observar quem somos em relação a quem pensamos que somos. Esta mudança subtil traz uma enorme mudança na compreensão pessoal. Vemos com novos olhos, ouvimos com novos ouvidos e percebemos um mundo paralelo que sempre existiu, ainda que estivesse bloqueado a partir da nossa consciência, pelas nossas próprias crenças limitadoras.

Perguntam-me muitas vezes: “Como começamos este processo?” Minha resposta é que ao fazer esta pergunta, significa que esse processo já começou. Tal é a natureza da percepção consciente – começamos a fazer novas perguntas sobre a vida, desde que não estamos mais interessados nos velhos hábitos que estivemos a experienciar até ao momento. Para mim, esta não é necessariamente uma jornada espiritual ou filosófica, mas sim, comparo-a a uma abordagem prática do bom senso e do esforço deliberado de “conhecer-se a si mesmo” e a cada auto-aceitação, também “amar-se a si mesmo e a todos os outros, sem qualquer condição ou limitação.”

Cada um de nós é uma fonte poderosa de amor, quando nós permitimos que esta energia se expresse naturalmente. Não há nada que tenhamos que fazer basicamente, do que nos permitirmos sentir e ser amor. É tão simples. Entretanto, para muitos, o amor está oculto sob camadas de dor, trauma, drama, ódio e sofrimento. Memórias emocionais, dúvidas não expressas, medo, ressentimento e uma multidão de velhas crenças, frequentemente nos impedem de compreendermos que estes pensamentos e sentimentos não têm um poder real sobre nós. Nós é que lhes damos o poder, vivendo no passado e temendo o futuro. Ignoramos o amor que está presente a cada momento, aceitando a limitação. É o momento de mudarmos isto. É o momento de nos libertarmos da nossa própria escravidão, que nós mesmos criamos.

Quando nos aceitamos apenas por quem nós somos, transformamo-nos no momento em paz, em segurança, em harmonia, alegria e amor. Este processo começa com a libertação das nossas crenças castradoras, erros do passado, falta de auto-estima, orgulho e ego, através do acto consciente do perdão. Compete-nos a nós, como indivíduos empreendermos esta jornada de cura e de consciência.

Quando sabemos quem nós somos e por que agimos e reagimos da forma que fazemos, começamos a vermo-nos nos rostos da humanidade. O reflexo da dor é a nossa dor, o sofrimento dela é o nosso sofrimento, e a raiva do outro é a nossa raiva, assim como o riso e o prazer reflectem o nosso próprio coração. Isto é visto na natureza também. A destruição dela é a nossa destruição, a beleza dela é a nossa beleza. Igualmente nas nossas crianças, vemos o nosso potencial e no seu sorriso, nós vemos a nossa alegria. Estas expressões aparentemente aleatórias são os nossos pensamentos do passado que procuram uma forma de manifestação. É a nossa lembrança constante de que o amor é a resposta e a pergunta.

Para vermos o amor nos outros, devemos primeiro conhecê-lo em nós mesmos. Vamos construir uma nova realidade no momento presente quando deixarmos ir. Mudamos o mundo quando mudamos a nossa perspectiva pessoal. Quando escolhemos o amor e não o medo, a bondade e não o ódio, a integração e não a separação, e a paz e não a guerra, trazemos um novo reflexo à humanidade... os nossos seres amorosos.

Amor, luz e paz,

Harold W. Becker
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br