sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Resultados ou Dádivas


Tudo na nossa realidade existe porque fizemos uma escolha de aceitarmos ou rejeitarmos algo nalgum ponto no tempo. Esta é a nossa jornada da vida de escolhermos uma coisa em detrimento de outra, com base nas nossas crenças, pensamentos, percepções e memórias. E então tomamos decisões futuras com base nos resultados que alcançamos com cada uma dessas mesmas escolhas. Mas esta estratégia ignora algumas informações muito importantes, porque com o resultado, a nossa perspectiva está no “acontecimento”. Quando procuramos a dádiva, o nosso foco está no aprendizado. A dádiva é mais poderosa espiritualmente, apesar do resultado seja mais convincente emocionalmente.

Os resultados fazem-nos sentir bem ou mal, poderosos ou impotentes, validados ou vítimas. Mas os resultados não levam a nada, porque nós só usamos para fazermos julgarmentos das nossas decisões pela forma como nos sentimos. Se gostarmos do resultado, escolhemos bem, caso contrário, escolhemos mal. Mas com esta perspectiva, estamos a fazer um progresso lento, se for o caso, pode parecer como se estivéssemos a andar em círculos. Isto porque somos confrontados com os mesmos tipos de escolhas e sempre escolhemos da mesma maneira. Usar os resultados para julgarmos o nosso caminho espiritual nunca permite que o nosso círculo de escolhas potenciais se expanda, porque estamos a fazer escolhas a partir das nossas emoções, em vez da nossa compreensão.

Há uma lição e uma bênção em todas as coisas. Esta é a dádiva que ilumina o caminho para o nosso aprendizado. Não estamos aqui para sofrermos, estamos aqui para aprendermos, curarmo-nos, crescermos e transformarmos a nossa experiência humana numa parceria espiritual. O nosso desafio é deixarmos de “sentir” o nosso caminho através deste processo e começarmos a aprender a partir de cada passo da nossa jornada, para que possamos expandir o nosso campo de potenciais, movendo-nos de um nível de compreensão para outro, de maneira que cresça a nossa caminhada pela vida e libertarmo-nos do sofrimento e do aprendizado doloroso para conhecermos a vida como uma experiência alegre, de manifestação intencional.

Haverá sempre oportunidades para aceitarmos ou recusarmos, mas sem compreendermos, estaremos presos nos nossos ciclos emocionais que criam as mesmas experiências inúmeras vezes, porque não há conclusão, onde estamos presos no trabalho árduo e monótono da experiência, movendo-nos constantemente, mas sem fazermos qualquer progresso. Com a aprendizagem assumimos a responsabilidade, libertamos a nossa consciência de vítima e fazemos escolhas poderosas e conscientes sobre como usarmos o nosso poder. E é aí que a dádiva se torna o trampolim para uma maior compreensão, mais consciência e a manifestação de novas oportunidades para aceitarmos ou rejeitarmos de estarmos alinhados aos nossos objetivos para uma vida de alegria e abundância.

(adaptado)
Direitos Autorais 2011 por Jennifer Hoffman – www.urielheals.com

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